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Autoestima e apps de namoro: os matches não definem o seu valor

Por Equipe Sigilus · Atualizado em · 5 min de leitura

Poucos matches, conversas que morrem no segundo dia, um perfil que parece invisível: é fácil fechar o app se sentindo menos. Mas o número que aparece na tela diz muito pouco sobre quem você é. Veja o que realmente pesa nos matches, como lidar com a rejeição e como usar os apps de namoro sem deixar que eles machuquem a sua autoestima.

O que os matches medem, e o que não medem

Um match acontece quando duas pessoas olham, em poucos segundos, para algumas fotos e umas linhas de texto e decidem arriscar. Muita coisa entra nessa conta, e quase nada dela tem a ver com o seu valor.

Nada disso mede o seu humor, a sua gentileza, o jeito como você cuida das pessoas ou a boa conversa que você sabe ter. Essas coisas aparecem depois, e são elas que fazem diferença numa relação.

A armadilha da comparação

É comum olhar para o amigo que "vive dando match" ou para perfis que parecem perfeitos e concluir que o problema é você. Só que essa comparação é injusta desde o começo.

Se for para comparar, compare com a sua própria trajetória: o perfil de hoje com o de três meses atrás, a conversa de hoje com as primeiras que você teve.

Rejeição faz parte, e muitas vezes não é sobre você

Ninguém gosta de ficar sem resposta, e dói um pouco mais quando a conversa parecia estar indo bem. Mas rejeição em app de namoro faz parte da rotina de todo mundo que usa, inclusive de quem parece fazer sucesso.

As pessoas deixam de responder por motivos que você nunca vai saber: começaram a sair com alguém, ficaram sem tempo, desistiram do app, se sentiram inseguras. O sumiço sem explicação tem até nome, e falamos dele no texto sobre ghosting.

Sinais de que o app está fazendo mal

Apps de namoro podem ser um jeito leve de conhecer gente. Quando começam a pesar, o corpo e o humor costumam avisar antes. Preste atenção se você:

Nenhum desses sinais quer dizer que você está fazendo algo errado. Eles só mostram que está na hora de mudar a forma de usar.

Como usar o app a seu favor

Quando buscar ajuda

Às vezes, o desânimo com os apps é só a ponta de algo maior. Se a tristeza dura semanas ou atrapalha o sono, a alimentação, o trabalho ou a vontade de ver pessoas, vale conversar com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou uma psicóloga.

Se estiver difícil agora. O CVV atende pelo telefone 188, 24 horas, de graça, para quem precisa conversar. Numa emergência de saúde, ligue para o SAMU, no 192; se houver perigo imediato, 190.

Pedir ajuda não é fraqueza nem exagero. É o mesmo cuidado que você teria com qualquer pessoa querida, agora voltado para você.

Para lembrar