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Relacionamento aberto: como conversar sobre não monogamia com honestidade

Por Equipe Sigilus · Atualizado em · 6 min de leitura

Relacionamento aberto só funciona de um jeito: com todas as pessoas envolvidas sabendo e concordando. Se você tem vontade de conversar sobre não monogamia com a sua parceria, ou já vive assim e quer fazer melhor, aqui estão caminhos para começar essa conversa com honestidade, entender os tipos de acordo e lidar com ciúme, combinados e discrição.

O que é não monogamia consensual, e por que não é traição

Não monogamia consensual é o nome dado às relações em que as pessoas concordam que é possível ter vínculos afetivos ou sexuais com mais de uma pessoa. A palavra que importa é consensual: tudo parte de um acordo em que todas as pessoas envolvidas sabem o que está acontecendo e escolheram participar.

É isso que separa a não monogamia da traição. Trair é quebrar um acordo, esconder, enganar. Em uma relação aberta de verdade, não existe segredo sobre a existência de outras pessoas, e ninguém descobre por acaso. Se alguém não sabe ou não concordou, não é relacionamento aberto: é traição com outro nome.

Também vale dizer: não monogamia não é melhor nem pior do que monogamia. São formas diferentes de se relacionar, e a certa é a que funciona para quem está nela.

A primeira conversa sobre abrir a relação

Propor uma relação aberta pode mexer com inseguranças, mesmo em relações sólidas. Por isso, a forma como a conversa começa pesa tanto quanto o conteúdo.

Tipos de acordo

Não existe um modelo único. Cada relação monta o seu, e os nomes abaixo servem mais para orientar a conversa do que para encaixar alguém em uma caixa:

O rótulo importa menos do que o entendimento. O essencial é que todas as pessoas envolvidas entendam o acordo do mesmo jeito.

Combinados e conversas periódicas

Acordos claros evitam mágoas. Alguns temas que costumam entrar na conversa:

Combinem também quando vão conversar de novo. Um papo periódico, uma vez por mês, por exemplo, para rever o que está funcionando, evita que pequenos incômodos virem grandes problemas. Qualquer pessoa pode pedir para revisar um combinado a qualquer momento. E quebrar um combinado é quebrar a confiança, como em qualquer relação.

E o ciúme?

Sentir ciúme não significa que a relação aberta fracassou nem que você "não serve" para isso. Ciúme é uma emoção humana, e pode aparecer com mais força no começo, quando tudo é novo.

Se o ciúme vira sofrimento constante, é sinal de que algo no acordo precisa mudar, e não de que alguém precisa aguentar em silêncio.

Honestidade com as pessoas de fora da relação

O acordo não vale só para o casal. As pessoas que vocês conhecem fora da relação também fazem parte da história e têm o direito de saber onde estão entrando.

No Sigilus, o perfil tem espaço para a bio e para o que você procura, onde dá para deixar isso claro desde o início. Para alinhar intenções de um jeito geral, veja relacionamento sério ou casual.

Discrição com família e trabalho

Nem todo mundo precisa saber como é a sua relação. Contar ou não para a família, os amigos e os colegas é uma decisão de vocês, e vale combinar juntos o que cada um pode dizer e para quem. Ninguém deve ter a vida exposta sem concordar, e isso inclui as pessoas que vocês conhecem fora da relação. Nos apps, um apelido e fotos que não aparecem em outras redes ajudam a manter essa discrição. O guia como criar um perfil discreto mostra outros cuidados.

Quando não funciona

Às vezes, a experiência mostra que a não monogamia não é para vocês, ou não é para agora. Voltar a uma relação monogâmica é permitido. Não é derrota, é um novo acordo, feito com a mesma honestidade do primeiro.

Também pode acontecer de uma pessoa querer continuar e a outra não. Nessa situação, as conversas ficam mais difíceis, e ajuda profissional pode fazer diferença. Terapia de casal, com um psicólogo ou uma psicóloga que acolha a não monogamia sem julgamento, pode ajudar vocês a entender o que cada um precisa e a decidir o próximo passo com cuidado.

Seja qual for o caminho, o princípio é o mesmo do começo: ninguém deve ficar em um acordo que não escolheu.