Sigilus

Segurança

Apps de encontro para pessoas LGBTQIA+: privacidade e segurança em primeiro lugar

Por Equipe Sigilus · Atualizado em · 5 min de leitura

Para muitas pessoas LGBTQIA+, os apps de encontro são o jeito mais simples de conhecer gente com quem existe afinidade de verdade. Eles também trazem riscos específicos, como ter a orientação ou a identidade exposta sem querer ou cair numa armadilha marcada pelo aplicativo. Veja como proteger sua privacidade, reconhecer sinais de perigo e onde buscar ajuda no Brasil.

O risco de ter sua orientação exposta sem querer

Contar ou não sobre a sua orientação ou identidade de gênero, e para quem, é uma decisão sua, tomada no seu tempo. Em um app de encontros, porém, qualquer pessoa com o app instalado pode ver seu perfil: um colega de trabalho, um parente, um vizinho. Por isso vale pensar em quem enxerga o quê.

No Sigilus, o desfoque, quando ligado, é aplicado pelo servidor: a versão nítida da foto nem chega a quem ainda não deu match. E, com o modo invisível, você desaparece do Descobrir enquanto seus matches continuam funcionando.

Emboscadas: quando o encontro é uma armadilha

Um risco conhecido é o do encontro-armadilha: alguém puxa conversa só para marcar um encontro e, lá, roubar, extorquir ou agredir. Quem faz isso pode apostar que a vítima terá receio de denunciar e, com isso, se expor. Por isso vale conhecer os sinais de alerta:

Diante de qualquer um desses sinais, cancele sem culpa. Chamada de vídeo antes, primeiro encontro em lugar público e movimentado, alguém de confiança sabendo onde você está e ida e volta por conta própria reduzem muito o risco. O passo a passo completo está no guia de segurança em encontros.

Denunciar protege outras pessoas. Se um perfil tiver esse comportamento, denuncie no app, mesmo que o encontro não tenha acontecido. No Sigilus, a denúncia também bloqueia a pessoa na hora, e a equipe analisa o caso.

Respeito começa dentro da comunidade

Segurança também tem a ver com o jeito como tratamos uns aos outros. Alguns cuidados fazem diferença:

Seus direitos no Brasil

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (ADO 26), a homofobia e a transfobia são punidas como crimes de racismo. Se você sofreu discriminação, ameaça ou violência:

Para entender as opções no seu caso específico, procure a orientação de um advogado.

Viajando para fora do país

O que é tranquilo no Brasil pode não ser em outro lugar. Alguns países ainda criminalizam relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, e em outros o ambiente pode ser hostil mesmo sem proibição na lei.

Há mais dicas no post sobre encontros em viagem.

Checklist antes de marcar um encontro

Privacidade e segurança não são paranoia: são o que permite viver seus encontros com mais leveza. Antes de sair, confira: